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SOBRE A BELA E INCENDIÁRIA OPINIÃO DOS OUTROS
E um dos mais furiosos e incendiários poetas que conheço, o Lupeu Lacerda, escreveu sobre o livro em seu blog.
"(...)Gustavo de cabeça salvadorenha cozinha um amor feio em sua panela multifacetada: amor mais mentira mais derrota mais porre mais desilusão mais poesia mais dor mais bebedeira mais baseado mais rock and blues mais vinho barato mais cerveja gelada mais baseado mais amor mais suor mais tempero mais aliche mais tênis sujos e rotos mais livros mais livros mais livros... guardo em mim segredos do arco da velha Sebastiana. Ela sabe o que diz, e diz: Gustavo Rios é um dos mais fudidos eleitos. Um beat até a medula suja. Um escroto parido entre baladas de Dolores Duran e chet Baker. Gustavo Rios é um grande escritor. E a porra do amor é mesmo feio. E o livro do filho da puta do Gustavo Rios é lindo, e fede a vida. E é maravilhoso de ver e viver e se retratar nele.(...)"
UM DOS CONTOS DO LIVRO
Antes de mim, a Polaroid
Você nunca soube ao certo o que fazer quando te olhava e dizia “eu te amo”. Naqueles dias, conspirava contra a minha solidão. Será que te amava mesmo? Tinham outras perguntas a fazer também. Mas adiava por causa do sol, do mar perto de sua casa e das nossas fodas.
O sexo no seu lugar devido. Era tudo ou nada, a alma sempre em jogo. Algumas palavras. Teu passado me comovendo. As fotos bem gastas. Teu sorriso impregnado de medo. O cabelo, importante dizer, também era diferente. Teu rosto era mais triste. Aí é que eu me perguntava se te amava mesmo. Sempre a mesma resposta.
Fodíamos, sempre apressados. Não tínhamos medo de dizer putarias. Era a única forma de manter aquilo no ar, as nossas palavras flutuavam. Eu por exemplo poderia te convidar para uma trepada, sem problemas
Realmente sonhei com você na primeira vez. Mesmo com minhas dúvidas sobre sua fidelidade; uma dúvida sempre presente e alguns vacilos sobre teu passado incrementavam a coisa. Meu tesão, minha raiva e suas fotos de um tempo distante. Eu não vivia nesse tempo. O das fotos antigas. Sem cor alguma. Vegetava, preso e enclausurado. Por conta do meu bocado de crenças desnecessárias.
Só sei que existe muita dor nas suas fotos emboloradas. E, ainda hoje, sinto tesão pelo seu passado. Uma época cheia das evidências, de que nasci há bem pouco tempo. Foi no ano de 1974, no mês de janeiro. E você já queria morrer.
Escrito por Gustavo Rios às 21:30
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IMPRENSA (MATERIAL)

CAPA DO LIVRO
SOBRE A OBRA
Entre contos dotados de um humor ferino e outros carregados de genuína melancolia, O Amor é uma coisa feia nos coloca diante de uma verdade áspera, mas necessária: quando amamos, estamos sujeitos a um tipo de “servidão voluntária”, como diz a letra da música que empresta o nome ao título da obra (composição de Branco Mello, Sérgio Brito, Roberta Parisi e Fernando Zarif).
O sentimento é desmistificado, se tornando alvo de especulação e dúvidas. Personagens são levados por uma crescente aflição a agir como se amar fosse única forma de redenção. Os textos assumidamente autobiográficos também seguem esse caminho; afinal, ele também já foi uma das vítimas, como fica evidente em seus contos na primeira pessoa.
O amor é desromantizado e, em alguns casos, completamente desacreditado; as narrativas adquirem uma atmosfera de sarcasmo, quase zombaria. Em outros momentos, um inesperado ceticismo parece se apoderar dos textos. É quando a gente realmente se pergunta o que é o amor e por que acreditamos “nesse troço”. Seria somente uma necessidade de fuga de si mesmo, ainda que de maneira transitória? Ou algo mais forte que uma simples “vaga promessa de sol para o dia seguinte”?
O Amor é uma coisa feia causa intensa impressão, por ser um livro provocativo que induz o leitor a um riso cínico e meio amargo. E a uma crucial pergunta: enfim, o amor existe ou apenas foi transformado numa sucessão de “perfumes ordinários” e “flores de ocasião”?
Solidão e despedidas; fotos antigas, livros e discos fazem parte deste repertório.
SOBRE A EDITORA
O livro será publicado, com distribuição nacional, pela Editora 7 Letras. E fará parte do catálogo da Coleção Rocinante, que se encontra em seu quarto ano apostando sempre na prosa ficcional de melhor qualidade. Pela coleção já foram publicados autores clássicos, tais como Rilke, Goethe e Tchekhov, como também novos nomes da rica e multifacetada produção literária de todos os cantos do país. Com novo projeto gráfico, a Rocinante já foi comparado à série Cantadas Literárias (da editora Brasiliense), fundamental na cena brasileira nos anos 80.
Rocinante é o nome do “quimérico animal “ que acompanhava Dom Quixote em suas aventuras.
SOBRE O AUTOR
Gustavo Rios nasceu em 1974. É baiano e mora em Salvador. Escreve no blog www.cozinhadocao.blogspot.com com alguma regularidade e este é seu primeiro livro.
Escrito por Gustavo Rios às 08:23
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SOBRE A BELA OPINIÃO DOS OUTROS (PARTE I)
E o grande Robertão também falou do livro em seu blog. O texto segue em duas partes logo abaixo.
"Gustavão:
Em resposta ao seu post MEA CULPA, penso que seria um ato criminoso caso você não publicasse seu livro. Soaria como um aborto literário, flagelo inquisitório. Li seu livro em poucos minutos. Enchi-o de post-its amarelos, com pensamentos que me foram provocados por sua letra ácida e confessional. Sua vida está exposta ali, em cada palavra, oração e frase, não me esquecendo dos pontos e virgulas e acentos. Contudo, percebi que você quase desmorona sua obra contraditória e anacrônica, segundo suas sutis intenções, quando escreveu o belíssimo PALE BLUE EYES. Onde você fundamentava o anacronismo e o contraditório, ruiu sobre o peso do atual e necessário amor, mesmo que feio, neste libelo disfarçado O AMOR É COISA FEIA. Sim, meu caro, o livro é fascinante e motiva-nos a perceber que não é feio o amor, mas que o entendemos errado, algo como possuir o vento ou o mar, que pertence a todos e não pertence a ninguém. O lance é que não nos ensinaram a manuseá-lo, entendê-lo e usá-lo adequadamente, nem criaram manuais eficientes para balizar as relações amorosas entre as pessoas. O amor é um segredo aberto e escancarado para poucos. Contudo, ele também é uma lição de despedida, de adeus, com retorno. Amar é saber desprender-se do objeto de sua afeição, é liberdade.(...)"
Escrito por Gustavo Rios às 08:22
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SOBRE A BELA OPINIÃO DOS OUTROS (PARTE II)
(continuação)
"(...)Todavia, a romantização exacerbada do amor foi fatal para existência do mesmo. Nestes termos, você foi feliz e contundente observador no que tange as relações humanas, que sempre buscam o algo mais, mas, contentam-se com resquícios de felicidade. O cupido, que extrapola sua própria essência emblemática, e em torno do qual você cria, fascinantemente, o conto cru e rasgado TEM ALGUÉM EM MINHA JANELA, deixa de ser um mero exemplar do barroquismo mineiro de Aleijadinho e assume sua forma mais humana e jocosa, diante daqueles que ainda insistem em se justificar, seja no amor ou nas praticas meramente carnais, como se fossem encontrar a redenção almejada no exterior de seus sentimentos carcomidos de traumas e egoísmos. William Shakespeare, em seu romance pseudo-libertário Romeu e Julieta, nos revela que a morte é a única saída para se viver o verdadeiro amor, mesmo que contraditório. Só que morrer por amor é validar nossa demência e a incapacidade que temos de tolerar a diversidade de gostos e opiniões. E nisto, você está certo, quando trata da diversidade e pluralidade entre os pares amorosos, bem exemplificada nos excelentes PASTEL DE CARNE e GOTA D’ÁGUA. Não sou um expert no assunto e bem sei que cometo minhas indelicadezas amorosas com minha esposa (eu a amo profundamente), mas, com toda a certeza que disponho, de amor, sem as expectativas comumente adicionadas a ele por nós, eu entendo intensamente, muito embora minha teoria esteja bem dissociada, deveras, da pratica. Risos... Salut!
Obs. não estava sendo condescendente, nem tampouco complacente quando escrevi tal texto. São impressões verdadeiras que todo autor deveria compartilhar com seus leitores e vice-versa. Eis a grande vantagem do blog sobre o livro e só."
Escrito por Gustavo Rios às 08:37
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SOBRE AS OPINIÕES DOS OUTROS
E o escritor Carlos Barbosa falou do livro em seu blog.
"(...)O livro traz o selo da editora 7Letras, Rio de Janeiro, e integra a coleção Rocinante. O lançamento foi ontem, sábado, na LDM, prejudicado pela chuva intensa que caiu por toda madrugada e manhã de sábado aqui em Salvador. Vou longe na leitura, às vezes rindo, às vezes assustado. O Gustavo investiga bem o cotidiano amoroso nesses tempos de muitos buracos nas ruas e pregadores nas praças. Sucesso ao Autor e ao livro"
Escrito por Gustavo Rios às 16:40
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MEA CULPA

Ter uma barba é algo incompatível com cozinheiros iniciantes. Os chefs, os grandes ao menos, podem ter barbas, brincos, cabelos vermelhos (apesar da recomendações sábias do Daniel Boulud) e outras coisas que sejam reflexos de seu talento. Ou apenas um adereço que mascare a falta do mesmo.
Entretanto, escrever um livro não é algo que seja parecido com um crime, o tal delito da barba por fazer. Cozinheiros escrevem. Chefs também (vide o Antony Bourdain, MFK Fischer, entre outros). Apesar de que, a intensidade que emana da rotina de cozinhas de restaurantes com algum nome (uma sucessão de empurrões, tropeços, palavrões, cargas horárias quase desumanas, pratos que voltam, maitres escrotos) não seja adequada ao ócio mais ou menos físico tão necessário aos escritores. Aquele momento em que fumar um cigarro ao som de um disco do Velvet Underground se converte no mais puro, no maior momento de inspiração. Ainda que a cabeça ferva, mil graus célsius e o mundo derretendo em nossa janela.
Talvez um ato lícito não redima o outro ato, tão criminoso. Mas ainda assim quero me defender.
Rito de passagem: é a única palavra que me vem agora e que legitima o que fiz hoje (falo de deixar a barba crescer, ver grandes amigos, folhear com inveja um volume de poemas do Ezra Pound e assinar meu livro, inventando dedicatórias numa pressa e aflição incomuns). Lançar um livro é um rito. O momento em que você saca que algo mudou.
Não falo da estrutura em si. Que funciona, claro. Alegra, distrai, promove. Uma larga e imponente mesa de madeira rústica com flores brancas; minha caneta “Mont Blanc” falsificada; vinho branco, salgadinhos e refrigerantes. Eu falo é de entender, claramente, que o que escrevi terá um alcance maior e inesperado. Uma mensagem numa garrafa arremessada com fúria ao mar, mais ou menos isso. Daí deve vir a frase “lançar um livro”.
Eu era um sujeito desempregado, sem um tostão e com uma puta vontade de fumar, que assinava livros. Meu livro. Eu era um cara que entrava naquela livraria e folheava Hunter S Thompson, Roberto Bolaño, o Ezra, sempre com a mesma pergunta: parcela em quantas vezes? Eu era o sujeito que, apesar de ter vendido bem poucos livros, sabe que esse pouco é extremamente significativo; os volumes estão em mãos que entendem e possuem sensibilidade pra sacar o que eu escrevi, mesmo que não gostem (afinal, livro não é pão francês, que pode ser vendido indiscriminadamente).
Eu era o cozinheiro que cometia o crime de estar de barba, relativamente mais gordo; o chef desempregado que recusava copos de vinho branco, pensava em cigarros de baixos teores, especulava sobre cultura, Quixote, vida. Eu era o criminoso que assinava livros. E os entregava, cheio de contentamento.
Escrito por Gustavo Rios às 08:17
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O QUE DISSERAM SOBRE O LIVRO
1 - Resenha Jornal O Estado de Minas - aqui
2 - Resenha Blog do Jornal Zero Hora - aqui
3 - Release do livro - aqui
4 - Indicação do Entre Linhas (TV Cultura) - aqui
5 - Sobre o blog e o livro - aqui
6 - Texto da orelha do livro - aqui
7 - Resenha no site Ver-o-Poema - aqui
8 - Pequena nota anunciando o lançamento no Correio da Bahia - aqui
9 - Resenha na revista Verbo21 - aqui
10 - Entrevista para revista Verbo21 - aqui
11 - Nota no site Rascunho - aqui
12 - Resenha de Diogo Costa - aqui
Escrito por Gustavo Rios às 05:39
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LEMBRETE (primeira da série podia tá roubando, podia tá matando, mas tô pedindo)

Escrito por Gustavo Rios às 18:20
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SOBRE RELEASE PRA IMPRENSA
SOBRE A OBRA
Entre contos dotados de um humor ferino e outros carregados de genuína melancolia, O Amor é uma coisa feia nos coloca diante de uma verdade áspera, mas necessária: quando amamos, estamos sujeitos a um tipo de “servidão voluntária”, como diz a letra da música que empresta o nome ao título da obra (composição de Branco Mello, Sérgio Brito, Roberta Parisi e Fernando Zarif).
O sentimento é desmistificado, se tornando alvo de especulação e dúvidas. Personagens são levados por uma crescente aflição a agir como se amar fosse única forma de redenção. Os textos assumidamente autobiográficos também seguem esse caminho; afinal, ele também já foi uma das vítimas, como fica evidente em seus contos na primeira pessoa.
O amor é desromantizado e, em alguns casos, completamente desacreditado; as narrativas adquirem uma atmosfera de sarcasmo, quase zombaria. Em outros momentos, um inesperado ceticismo parece se apoderar dos textos. É quando a gente realmente se pergunta o que é o amor e por que acreditamos “nesse troço”. Seria somente uma necessidade de fuga de si mesmo, ainda que de maneira transitória? Ou algo mais forte que uma simples “vaga promessa de sol para o dia seguinte”?
O Amor é uma coisa feia causa intensa impressão, por ser um livro provocativo que induz o leitor a um riso cínico e meio amargo. E a uma crucial pergunta: enfim, o amor existe ou apenas foi transformado numa sucessão de “perfumes ordinários” e “flores de ocasião”?
Solidão e despedidas; fotos antigas, livros e discos fazem parte deste repertório.
SOBRE A EDITORA
O livro será publicado, com distribuição nacional, pela Editora 7 Letras. E fará parte do catálogo da Coleção Rocinante, que se encontra em seu quarto ano apostando sempre na prosa ficcional de melhor qualidade. Pela coleção já foram publicados autores clássicos, tais como Rilke, Goethe e Tchekhov, como também novos nomes da rica e multifacetada produção literária de todos os cantos do país. Com novo projeto gráfico, a Rocinante já foi comparado à série Cantadas Literárias (da editora Brasiliense), fundamental na cena brasileira nos anos 80.
Rocinante é o nome do “quimérico animal “ que acompanhava Dom Quixote em suas aventuras.
SOBRE O AUTOR
Gustavo Rios nasceu em 1974. É baiano e mora em Salvador. Escreve no blog www.cozinhadocao.blogspot.com com alguma regularidade e este é seu primeiro livro.
Escrito por Gustavo Rios às 20:38
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PONTOS DE VENDA

( O AMOR É UMA COISA FEIA, editora 7letras, contos, 88 páginas )
1- COM O AUTOR: gustavosilvassa@gmail.com
2 - LDM LIVRARIA MULTICAMPI: Rua Direita da Piedade, 20. Fone (71) 2101-8000. Salvador-Ba.
3 - ESTANTE VIRTUAL: Clicando aqui
4 - ESPAÇO DIADORIM - Rua Forte de São Pedro, 157, Galeria Plaza, Loja 16 - Campo Grande - Salvador/BA (71) 33295543 diadorimlivros@gmail.com. Ou aqui.
5 - LIVRARIA BERINJELA - Travessa da Ajuda, nº 01, Centro - Salvador/BA (71) 33220247. Ou aqui.
6 - LIVRARIA NOBEL (NA VÍDEO HOBBY MEGASTORE) - Av Manoel Dias da Silva, nº 2089, Pituba - Salvador/BA (71) 32055859.
7 - LIVRARIA OFFICIUM - River Shopping, Petrolina-Pe - (87) 3862-1604.
8 - SEBO REBULIÇO - Rua Dr. Pacífico, 244 / A, Centro, Petrolina-Pe - (87) 3861-7023 / 8802-5563.
Escrito por Gustavo Rios às 16:50
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